2h25m (hora de Singapura)
Daqui a uma hora e pouco chegaremos finalmente à Austrália (estou tão anestesiada por não dormir nada de jeito há três noites ou serão quatro?) que nem sei se vou gozar bem o momento. O sleep deprivation já se sente bem. Sinto-me muito lenta e começo a sentir um peso em cima dos olhos. Nem sei bem como fazer, vamos aterrar perto das 6h em Melbourne, se for dormir, como é que faço à noite? Esta cena do jet-leg não se sente no início, mas depois começa a bater. Só devo ter conseguido dormir umas 4h por noite, o que é manifestamente insuficiente. Pode ser que com a adrenalina, a coisa compense... seria um alívio!
Quase 6h da manhã (hora de Melbourne). Acabámos de aterrar, Estão 5ºC. Brrrrrr! O nosso guia que nos veio apanhar ao aeroporto (Pablo), tentou dar-nos informação, mas só apanhei fragmentos: Queen Victoria Market - 10 am, St.Kilda tram, St. Patrick's Cathedral, Chapel Street, Parliament, Arts Centre, Shrine of Rememberance, Eureka Tower Observatorium (92 storeys), 3rd largest greek city in the world, 1st port of Australia, but 15th worldwide. 120 kms ao longo da baía (280 kms), clima como Palermo (mas sem humidade), Yarra river corta a cidade, South Gate South Bank cafés + restaurantes, train station e atravessar para o outro lado, 2 blocks, Federation Square. O Pablo bem se esforçou por nos dar muita informação, mas devo confessar que após 8 horas de voo e várias noites sem dormir bem, precisei escrevinhar estas indicações, pois o cansaço não é bom amigo da memória. Após chegarmos ao Novotel on Collins fomos dormir/descansar até às 10h e depois fomos às compras. Tivemos de ir. O tempo em Melbourne nesta altura do ano é bastante frio e nós não estávamos minimamente preparados. Quando chegámos, percebemos imediatamente que teríamos de comprar agasalhos. Aliás, um rapaz de Melbourne que conhecemos no aeroporto de Singapura alertou-nos que nos tours que vamos fazer podemos encontrar temperaturas muito desagradáveis. Confesso que gosto de ir às compras, considero-as uma actividade muito divertida e estimulante. Mas isso é... em circunstâncias normais. Comprar por obrigação, necessidade, sem tempo para grande ponderação e de atacado não é divertido, mas antes redutor e gerador de stress. Ainda assim, a zona do nosso hotel é o coração comercial/retalhista de Melbourne, pelo que lá conseguimos acabar por comprar tudo a que nos propusemos, o que significa comprar na mesma manhã um bikini e chinelos de praia e um polar e um gorro! É assim a Austrália, tem de tudo num único país. As pessoas são muito simpáticas e descontraídas. Parecem levar tudo na boa! Após o cansativo e desgastante shopping spree comemos uma sandes e decidimos aproveitar para dar uma volta no city centre tram (gratuito) e que dá uma volta pelas principais atracções da cidade. Saímos ao pé do Parlamento e seguimos a pé até à estação de Findler's Street. Está mesmo frio. Fomos continuando até Southbank, uma zona perto do rio com muitos cafés e restaurantes e resolvemos aproveitar a oportunidade para subir ao deck da Torre Eureka (285m, 88º andar, o elevador leva 38´´). A vista é 'amazing'. Vemos os arranha-ceús, os edifícios históricos, o rio, o oceano, os subúrbios em perfeita harmonia... Entretanto, queria comentar que, após tanta espera, estava demasiado anestesiada esta manhã para comemorar como devia, os primeiros passos na Austrália. Pensei e registei o assunto, mas nem sequer tive tempo para o exteriorizar. Fui submersa pelas circunstâncias! Assistimos ao por do sol do skydeck da Eureka Tower. Foi muito bonito! O sol põe-se rapidamentee a pouco e pouco vão começando a acender as luzes dos prédios, a iluminação pública e até os faróis dos carros. No final temos uma explosão de cor sobre uma tela azulada com tendência a escurecer. Gostei imenso, penso que prefiro a vista nocturna à diurna. Algumas curiosidades 'skydeck 88 is the highest public vantage point in the Southern hemisphere. Eureka is 300m in height. The top of the tower can flex up to 600mm in high winds. Two 300.000 l water tanks on level 90 & 91 prevent any excess swaying. The lifts travel at +9m/s making them the fastest on SE hemisphere. The glass on Eureka's top 10 level is 24 carat gold plated. Eureka used 110.000t of concrete and weigh 200.000t. Eureka's white horizontal lines represent the linear line markings on a surveyors measuring staff'. Vamos aos dados do rol: 3 pares de calças de ganga, 5 pares de meias, 9 cuecas, 2 soutiens, 1 camisola alças, 2 tshirts, 2 sweats algodão,1 polar, 1 gorro, 2 lenços, 1 casaco malha, 1 conjunto dormir (saco overnight Qantas), 1 bikini, 1 chinelas, 1 sabrinas moldáveis, 1 sapatos trekking. E é esta a minha riqueza em termos de moda para as restantes 2,5 semanas. Estou a sentir-me com sono. Vou ver se consigo dormir uma noite completa.
Reflexões das minhas viagens - em muitos casos transcrições directa dos cahiers de voyage
Sunday, 28 November 2010
Tuesday, 23 November 2010
7 Agosto 2010 - Dia 4 - Singapura
0h40m Sábado
Ainda sem sinal das malas. Já estamos a pensar no Plano B. Afinal não será a ausência de malas a comprometer esta viagem fabulosa à nossa frente. Para já, posso confessar que já lavei mais roupa à mão do que alguma vez me lembro. Hoje felizmente comprámos mais umas meias e uma t-shirt para cada um. Não será de grande mais valia para Melbourne para onde vamos amanhã e onde é Inverno com temperaturas baixas. Esta questão das malas é muito aborrecida em todos os sentidos. Não só de repente ficamos com uma mão à frente, outra atrás, como ainda perdemos várias coisas com valor estimativo. No meu caso, as havaianas da lua de mel, o polar que o Paulo me deu, a Longchamp castanha de usar a tiracolo, os ténis Nike de NY, a bolsa amarela que a Patrícia me deu, todos os artigos de toilette, uma levi's pretas, umas salsa novas (com bainhas feitas que até dói), uma saia de ganga, as tunisinas, toneladas de t-shirts, as sabrinas castanhas, as sabrinas pretas e brancas, montes de underwear. Acho que nem quero continuar. m****! Que neura! As malas têm de chegar amanhã! Estou a tentar não me passar, mas está difícil. Mesmo que o seguro de viagem pague os 1.5oo€ não chega para cobrir o prejuízo a que se deve acrescentar 2 samsonites, um ferro de engomar novo a estreia, a mala de toilette... Não quero pensar mais no assunto, mas estou aborrecida. Já para não falar na roupa de praia... É melhor parar de pensar. Podemos comprar novo, mas é uma grande seca e obriga a perder tempo. Prefiro mudar de assunto, o safari nocturno foi muito interessante. Estivemos muito perto de diversos animais, que não deram pela nossa presença e se portaram com naturalidade, apesar de estarmos sentados numa espécie de autocarro com atrelados descobertos de lado com assentos (que descrição medonha...). É do avançado da noite. Espero que a manhã nos traga mais notícias. A propósito, marcámos o tour com jantar. Recebemos em cima da hora informação que não haveria jantar para ninguém, pelo que a solução foi um McDonald's já perto das 0h00. Aqui há vários que funcionam 24h! Não têm toda a variedade, nem saladas, mas em compensação não fecham. É mais um tradeoff.
9h Vou ter saudades deste hotel e das suas mordomias. O pequeno almoço é apenas um exemplo. Na Austrália, os nossos hoteis não incluem breakfast, pelo que será uma aventura diária. Parece-me que está a chover, o que será uma nova experiência na vida de Singapura para nós. Soubemos ontem que não têm tufões, cheias, mas que cerca de 270 dias por anos têm trovoada. Acho que também vamos presenciar o fenómeno. O hotel deixou-nos um chapéu de chuva no quarto, a que acho que vamos dar bom uso. Há uma nota de que não me quero esquecer, que é a amplitude térmica que se encontra aqui. O tempo é muito quente e húmido e os ares condicionados estão tão frios que após poucos minutos fico congelada e com pele de galinha... Logo que saio novamente para a rua lá vem a brasa de calor. Não percebo como é que não estão sempre constipados...
Singapore's one dollar coin - lucky charm
Dragon (gold, wood, water, fire) - symbol of power and good luck
Estreito de Malaca - onde as mercadorias têm de passar - muito comércio em Singapura
1960's criação do Merlion pelo Turismo de Singapura
Acabámos de passar 30m no Singapore Flyer. Tivemos sorte (ao menos neste caso) e fomos sozinhos numa das 28 cabinas que compõem a atracção. Deram-nos um audioguide que nos explicou os diferentes pontos de vista principais à medida que íamos dando a volta panorâmica. 'Towering 165m above the city, Singapore Flyer is a waterfront attraction like no other. Nestled in a hotbed of upcoming exciting developments in Marina Bay, it is a moving centrestage of experiences you will never forget. This unique giant observationwheel lets you enjoy unobstructed views from every direction. You will be able to take in the breathtaking sights of dynamic Singapore plus wonderful glimpses of Malaysia and Indonesia. 165m is equal to a 42 storey building. Each capsule is uv-protected for optimum comfort and safety. Each capsule weighs 16 tons and can accomodate up to 28 people. The Singapore flyer took more than 1 million manhours to put together. Quando foi aberto, o flyer começava pelo skyline da cidade e continuava depois para o mar rodando no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio. No entanto, esta direcção não foi considerada como estando de acordo com o feng shui e foi revertida. Assim sendo, a roda começa virada para a água, o porto, a meta da F1 e só depois enfrenta a Marina Bay e o Financial District. Desta forma, consideram os feng shui masters que está em sintonia com a natureza e os elementos e a receber bom 'chi' e boa sorte. Mas com as malas continua sem funcionar.
17h Daqui a pouco iremos para o aeroporto sem qualquer novidade acerca do assunto malas... Entretanto, os seguros de viagem dão cabo da cabeça de qualquer um. Vale de muito ter um seguro, se quando são precisos em vez de ajudarem só criam dificuldades e irritam uma pessoa. É um absurdo! Querem milhares de papelada original em prazos ridiculos e dificultam ao máximo a resolução do assunto... Adiante, fico com uma grata memória de Singapura, do hotel, da sua excelente qualidade de serviço e simpatia. A senhora da loja da Levi's já nos conhece e foi muito voluntariosa em querer ajudar-nos e o mesmo sucedeu com duas pessoas das lojas - a vendedora da mala de viagem (que entretanto tivemos de comprar) e da loja de roupa interior. Almoçamos no O'Leary's um sports bar no C.C. do Singapore Flyer e seguimos a pé até Chinatown. Pelo caminho algumas estradas estavam cortadas devido aos ensaios para a cerimónia inaugural dos Jogos Olímpicos da Juventude. Foi a única altura em que senti alguma animosidade em relação a estrangeiros porque tentámos atravessar a estrada e foram totalmente inflexíveis, apesar de perceberem a estupidez do que nos estavam a impor. Felizmente tudo se resolveu bem e sem problemas de maior. Na realidade, creio que os singaporeanos são muito rígidos e, pelo menos, aqueles com quem tivemos contactos, acreditam e apoiam totalmente o regime. Há multas para quem atravessa fora da passadeira, para quem deita lixo para o chão, não se pode mascar pastilha, etc. Há muitas, muitas regras e a explicação que nos deram é que para passar de um paós do 3º Mundo para o 1º Mundo é necessário educar as pessoas. Criar as regras e aplicá-las com rigidez. Por isso não existe corrupção em Singapura, os táxis funcionam bem, quem for apanhado a grafiar é sentenciado a chicotadas, etc...
95% das pessoas vivem em public housing. Todos têm de trabalhar. Para as public houses, 2o% do ordenado é retido pelo governo e vai para um funfo que, após capitalização ao longo do tempo, serve para pagar a casa. Entretanto, as malas continuam desaparecidas, já comprámos mais alguns items, pelo menos para sobreviver com dignidade ao frio de Melbourne. De acordo com a informação do Changi airport, a BA perdeu mais de 40 malas e não conseguem resolver o problema. Deram-nos após muita correria e confusão mais 400SD e aqui estou integrada com os câmbios. Trocámos para AUD a 1,279 e recebemos 323 AUD. Vamos viajar num Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, de acordo com a 'inside information' do Paulo. Não me lembro de um avião suscitar tal entusiasmo num aeroporto. Foi um festival fotográfico. Agora que olhei para ele é de facto um 'passarão' ao pé de um avião normal (ex A330). Vamos ver como serão as condições no interior. A viagem para Melbourne deverá demorar cerca de 8h. Até o equipamento de handling é específico para este modelo. O avião é 3+4+3 e leva 450 pessoas. Overall length 72,57m, height 24,1 fuselage diameter 7,14, length 49,9, cabin width 6,54, wingspan 79,8, range 14.800 kms, maximum payload 64.500kgs, weigth 500t. Conhecemos no aeroporto um australiano de Melbourne que estava de regresso a casa após um mês de viagem pela Europa (não foi a Portugal...). Deu-nos algumas dicas sobre a sua cidade: visitar Albert Park Lane, Birraring Mem, Bomke Street & around, Carlton & united breweries, chinatown, Collins Street, St Kilda, Crown Casino & entertaining.
Ainda sem sinal das malas. Já estamos a pensar no Plano B. Afinal não será a ausência de malas a comprometer esta viagem fabulosa à nossa frente. Para já, posso confessar que já lavei mais roupa à mão do que alguma vez me lembro. Hoje felizmente comprámos mais umas meias e uma t-shirt para cada um. Não será de grande mais valia para Melbourne para onde vamos amanhã e onde é Inverno com temperaturas baixas. Esta questão das malas é muito aborrecida em todos os sentidos. Não só de repente ficamos com uma mão à frente, outra atrás, como ainda perdemos várias coisas com valor estimativo. No meu caso, as havaianas da lua de mel, o polar que o Paulo me deu, a Longchamp castanha de usar a tiracolo, os ténis Nike de NY, a bolsa amarela que a Patrícia me deu, todos os artigos de toilette, uma levi's pretas, umas salsa novas (com bainhas feitas que até dói), uma saia de ganga, as tunisinas, toneladas de t-shirts, as sabrinas castanhas, as sabrinas pretas e brancas, montes de underwear. Acho que nem quero continuar. m****! Que neura! As malas têm de chegar amanhã! Estou a tentar não me passar, mas está difícil. Mesmo que o seguro de viagem pague os 1.5oo€ não chega para cobrir o prejuízo a que se deve acrescentar 2 samsonites, um ferro de engomar novo a estreia, a mala de toilette... Não quero pensar mais no assunto, mas estou aborrecida. Já para não falar na roupa de praia... É melhor parar de pensar. Podemos comprar novo, mas é uma grande seca e obriga a perder tempo. Prefiro mudar de assunto, o safari nocturno foi muito interessante. Estivemos muito perto de diversos animais, que não deram pela nossa presença e se portaram com naturalidade, apesar de estarmos sentados numa espécie de autocarro com atrelados descobertos de lado com assentos (que descrição medonha...). É do avançado da noite. Espero que a manhã nos traga mais notícias. A propósito, marcámos o tour com jantar. Recebemos em cima da hora informação que não haveria jantar para ninguém, pelo que a solução foi um McDonald's já perto das 0h00. Aqui há vários que funcionam 24h! Não têm toda a variedade, nem saladas, mas em compensação não fecham. É mais um tradeoff.
9h Vou ter saudades deste hotel e das suas mordomias. O pequeno almoço é apenas um exemplo. Na Austrália, os nossos hoteis não incluem breakfast, pelo que será uma aventura diária. Parece-me que está a chover, o que será uma nova experiência na vida de Singapura para nós. Soubemos ontem que não têm tufões, cheias, mas que cerca de 270 dias por anos têm trovoada. Acho que também vamos presenciar o fenómeno. O hotel deixou-nos um chapéu de chuva no quarto, a que acho que vamos dar bom uso. Há uma nota de que não me quero esquecer, que é a amplitude térmica que se encontra aqui. O tempo é muito quente e húmido e os ares condicionados estão tão frios que após poucos minutos fico congelada e com pele de galinha... Logo que saio novamente para a rua lá vem a brasa de calor. Não percebo como é que não estão sempre constipados...
Singapore's one dollar coin - lucky charm
Dragon (gold, wood, water, fire) - symbol of power and good luck
Estreito de Malaca - onde as mercadorias têm de passar - muito comércio em Singapura
1960's criação do Merlion pelo Turismo de Singapura
Acabámos de passar 30m no Singapore Flyer. Tivemos sorte (ao menos neste caso) e fomos sozinhos numa das 28 cabinas que compõem a atracção. Deram-nos um audioguide que nos explicou os diferentes pontos de vista principais à medida que íamos dando a volta panorâmica. 'Towering 165m above the city, Singapore Flyer is a waterfront attraction like no other. Nestled in a hotbed of upcoming exciting developments in Marina Bay, it is a moving centrestage of experiences you will never forget. This unique giant observationwheel lets you enjoy unobstructed views from every direction. You will be able to take in the breathtaking sights of dynamic Singapore plus wonderful glimpses of Malaysia and Indonesia. 165m is equal to a 42 storey building. Each capsule is uv-protected for optimum comfort and safety. Each capsule weighs 16 tons and can accomodate up to 28 people. The Singapore flyer took more than 1 million manhours to put together. Quando foi aberto, o flyer começava pelo skyline da cidade e continuava depois para o mar rodando no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio. No entanto, esta direcção não foi considerada como estando de acordo com o feng shui e foi revertida. Assim sendo, a roda começa virada para a água, o porto, a meta da F1 e só depois enfrenta a Marina Bay e o Financial District. Desta forma, consideram os feng shui masters que está em sintonia com a natureza e os elementos e a receber bom 'chi' e boa sorte. Mas com as malas continua sem funcionar.
17h Daqui a pouco iremos para o aeroporto sem qualquer novidade acerca do assunto malas... Entretanto, os seguros de viagem dão cabo da cabeça de qualquer um. Vale de muito ter um seguro, se quando são precisos em vez de ajudarem só criam dificuldades e irritam uma pessoa. É um absurdo! Querem milhares de papelada original em prazos ridiculos e dificultam ao máximo a resolução do assunto... Adiante, fico com uma grata memória de Singapura, do hotel, da sua excelente qualidade de serviço e simpatia. A senhora da loja da Levi's já nos conhece e foi muito voluntariosa em querer ajudar-nos e o mesmo sucedeu com duas pessoas das lojas - a vendedora da mala de viagem (que entretanto tivemos de comprar) e da loja de roupa interior. Almoçamos no O'Leary's um sports bar no C.C. do Singapore Flyer e seguimos a pé até Chinatown. Pelo caminho algumas estradas estavam cortadas devido aos ensaios para a cerimónia inaugural dos Jogos Olímpicos da Juventude. Foi a única altura em que senti alguma animosidade em relação a estrangeiros porque tentámos atravessar a estrada e foram totalmente inflexíveis, apesar de perceberem a estupidez do que nos estavam a impor. Felizmente tudo se resolveu bem e sem problemas de maior. Na realidade, creio que os singaporeanos são muito rígidos e, pelo menos, aqueles com quem tivemos contactos, acreditam e apoiam totalmente o regime. Há multas para quem atravessa fora da passadeira, para quem deita lixo para o chão, não se pode mascar pastilha, etc. Há muitas, muitas regras e a explicação que nos deram é que para passar de um paós do 3º Mundo para o 1º Mundo é necessário educar as pessoas. Criar as regras e aplicá-las com rigidez. Por isso não existe corrupção em Singapura, os táxis funcionam bem, quem for apanhado a grafiar é sentenciado a chicotadas, etc...
95% das pessoas vivem em public housing. Todos têm de trabalhar. Para as public houses, 2o% do ordenado é retido pelo governo e vai para um funfo que, após capitalização ao longo do tempo, serve para pagar a casa. Entretanto, as malas continuam desaparecidas, já comprámos mais alguns items, pelo menos para sobreviver com dignidade ao frio de Melbourne. De acordo com a informação do Changi airport, a BA perdeu mais de 40 malas e não conseguem resolver o problema. Deram-nos após muita correria e confusão mais 400SD e aqui estou integrada com os câmbios. Trocámos para AUD a 1,279 e recebemos 323 AUD. Vamos viajar num Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, de acordo com a 'inside information' do Paulo. Não me lembro de um avião suscitar tal entusiasmo num aeroporto. Foi um festival fotográfico. Agora que olhei para ele é de facto um 'passarão' ao pé de um avião normal (ex A330). Vamos ver como serão as condições no interior. A viagem para Melbourne deverá demorar cerca de 8h. Até o equipamento de handling é específico para este modelo. O avião é 3+4+3 e leva 450 pessoas. Overall length 72,57m, height 24,1 fuselage diameter 7,14, length 49,9, cabin width 6,54, wingspan 79,8, range 14.800 kms, maximum payload 64.500kgs, weigth 500t. Conhecemos no aeroporto um australiano de Melbourne que estava de regresso a casa após um mês de viagem pela Europa (não foi a Portugal...). Deu-nos algumas dicas sobre a sua cidade: visitar Albert Park Lane, Birraring Mem, Bomke Street & around, Carlton & united breweries, chinatown, Collins Street, St Kilda, Crown Casino & entertaining.
Monday, 22 November 2010
6 Agosto 2010 - Dia 3 - Singapura
Singapura - Raffles Hotel
8h45m. Este hotel é mesmo o máximo. O pequeno-almoço é muito apetecível. Já está um calor sufocante e a 1ª noite foi mais ou menos dormida. Vamos à aventura com o nosso guia daqui a nada. E pronto, o tour já está. De volta ao hotel e nada de malas... Pediram-nos para aguardar até às 19h, que depois nos ligam. Estou a começar a não gostar da brincadeira! Algumas infos do tour de Singapura. Tem 5 milhões de habitantes. Não tem fontes de água potável, pelo que tinham de a comprar à Malásia, o mesmo sucedendo com a areia. Agora são o 1º país a reciclar água e têm também estações de dessalinização. Os homens em Singapura ao chegarem aos 18 anos são obrigados a 2 anos de tropa e daí em diante todos os anos têm de fazer até 40 dias de serviço militar. As férias mínimas são de 7 dias e daí em diante aumentam até um máximo de 21 dias. Visitámos uma zona perto do rio Singapura, em que se situam o Parlamento, Tribunal, Câmara, etc. O Merlion, cabeça de leão, rabo de peixe é o ex-libris de Singapura. Visitámos um templo chinês que tem também taoismo e confucionismo. O dragão é uma figura mítica composta por partes de vários outros animais: garras de águia, cabeça de cavalo, corpo de serpente. Acreditam que os espíritos não saltam e então têm uns murinhos à porta dos templos que funcionam como 'ghost busters'. Fomos a uma fábrica de quadros em pedras semi-preciosas, que são todas importadas. Fomos a Little India para ver todas as para fernálias à venda. Fomos ao Singapore Botanic Garden ver o National Orchid Garden, que vale mesmo a pena. As flores são lindas e há de todas as cores. Fazem imensas polinizações e conseguem muitas plantas novas que designam com nomes de políticos, artistas, etc. Tem também uma secção 'mist' só com orquídeas e uma secção cold com plantas carnívoras (que comem insectos e pequenos roedores). O descritivo do passeio é 'explore the city by driving round the Civic District, passing by the Padang, Cricket Club, historic Parliament house, Supreme court and city hall. Next, stop at the Merlion Park and enjoy the impressive views of Marina Bay. Do not miss out this picture taking opportunity with the Merlion, a mythological creature that is part lion and part fish. Visit Thian Hock Keng Temple, one of Singapore's oldest Buddhist-Taoist temples, before driving past Chinatown. Stop by a local handicraft centre and observe craftsmen and work up close. Proceed to the National Orchid Garden located within Singapore Botanic Garden, which boasts a sprawling display of 60.000 orchid plants. Our final stop at Little India will entrance you with the scent of joss sticks, jasmine and spices!
Para logo à noite há reservámos o Night Safari, que deve ser uma experiência bem diferente. Agora são horas de comer qualquer coisa e, por isso, viemos à Seah Street Deli que fica no complexo do Hotel. Tem uma decoração 'à americana', com jukebox e tudo. Espero que as saladas sejam boas...
The night safari, sprawled over 40h of lush secondary forest next to the zoo, is a night zoo and a wildlife park combined. This unique site allows visitors to observe the the nocturnal activities of over 1.200 animals belonging to over 110 different species. A 45m ride (guided tram ride) takes visitors through 8 habitats designed to resemble the Himalayan, Indian, Nepalese, African, Indo-Malayan, Southeast Asian, South American and Burmese geographical regions. Those who prefer to walk can choose from 3 different designated walking trails for a closer, moonlit encounter with the park's inhabitants.
O país mais próximo é a Malásia, em seguida Indonésia. Têm 2 tipos de matrículas para os carros - preta que dá acesso a tudo, encarnada que só pode circular em determinadas alturas. Sobre o nosso hotel: 'Raffles Hotel - a legendary hotel and a national monument, Raffles, which opened in 1887, is a tranquil heaven of white, veranda-enclosed, colonial style buildings with terra-cotta filed, pitched roofs. It was the venue for grand colonial balls and dances, and its guest list boasted such names as Noel Coward, Somerset Maugham, Kipling, Charles Chaplin, Michael Jackson. The cool, calm refuges of its courtyards, gardens, and covered walkways can still be enjoyed by residents and visitors alike'. Padang is the heart of Singapore's colonial district. The square is flanked by grand structures such as the doomed Supreme Court, the Neo-classical City Hall, the Parliament House and the exclusive Singapore Cricket Club (que só admitiu asiáticos após a 2ª GM - era estritamente para britânicos). 9 de Agosto é o dia da comemoração da independência de Singapura, que este ano perfaz 45 anos. É pena, mas já cá não estaremos para ver as celebrações. Passámos a tarde em Orchard Road, é uma loucura total em termos de compras. Atrevo-me a dizer que é melhor do que a 5ª Avenida em NY. A concentração de lojas de marca (e luxo) é impressionante. São dezenas de centros comerciais, porta sim, porta sim, recheados de coisas bonitas. Uma verdadeira perdição. E nada de malas...Espero que venham. Aliás, têm de vir no avião das 19h. No início da tarde fomos ver outra atracção de Singapura - Chijme, que não achei nada de especial. Vamos ver que tal o night safari. Este ano vão decorrer os Youth Oympic Games, que têm 2 mascotes, uma leão chamado Lyo e uma trigre chamada Merly. Estes jogos, que serão os primeiros, decorrerão de 14 a 26 de Agosto e incluem 26 desportos. Financial district = Raffles Centre. 23 e 26 de Setembro - night race Fórmula 1. 1942-45 ocupação japonesa - construção de um war memorial. Suntec City - terras ganhadas ao mar nos anos 70. Têm 15 reservatórios de água e 9 express ways. O night safari abriu em 1994. Tram ride 3,2Kms em 45m. Tribal dance show, Creature of the night. 80% vivem em public housing. Têm cerca de 2 milhões de árvores em 700km2. Têm um milhão de veículos e usam a mão inglesa.
8h45m. Este hotel é mesmo o máximo. O pequeno-almoço é muito apetecível. Já está um calor sufocante e a 1ª noite foi mais ou menos dormida. Vamos à aventura com o nosso guia daqui a nada. E pronto, o tour já está. De volta ao hotel e nada de malas... Pediram-nos para aguardar até às 19h, que depois nos ligam. Estou a começar a não gostar da brincadeira! Algumas infos do tour de Singapura. Tem 5 milhões de habitantes. Não tem fontes de água potável, pelo que tinham de a comprar à Malásia, o mesmo sucedendo com a areia. Agora são o 1º país a reciclar água e têm também estações de dessalinização. Os homens em Singapura ao chegarem aos 18 anos são obrigados a 2 anos de tropa e daí em diante todos os anos têm de fazer até 40 dias de serviço militar. As férias mínimas são de 7 dias e daí em diante aumentam até um máximo de 21 dias. Visitámos uma zona perto do rio Singapura, em que se situam o Parlamento, Tribunal, Câmara, etc. O Merlion, cabeça de leão, rabo de peixe é o ex-libris de Singapura. Visitámos um templo chinês que tem também taoismo e confucionismo. O dragão é uma figura mítica composta por partes de vários outros animais: garras de águia, cabeça de cavalo, corpo de serpente. Acreditam que os espíritos não saltam e então têm uns murinhos à porta dos templos que funcionam como 'ghost busters'. Fomos a uma fábrica de quadros em pedras semi-preciosas, que são todas importadas. Fomos a Little India para ver todas as para fernálias à venda. Fomos ao Singapore Botanic Garden ver o National Orchid Garden, que vale mesmo a pena. As flores são lindas e há de todas as cores. Fazem imensas polinizações e conseguem muitas plantas novas que designam com nomes de políticos, artistas, etc. Tem também uma secção 'mist' só com orquídeas e uma secção cold com plantas carnívoras (que comem insectos e pequenos roedores). O descritivo do passeio é 'explore the city by driving round the Civic District, passing by the Padang, Cricket Club, historic Parliament house, Supreme court and city hall. Next, stop at the Merlion Park and enjoy the impressive views of Marina Bay. Do not miss out this picture taking opportunity with the Merlion, a mythological creature that is part lion and part fish. Visit Thian Hock Keng Temple, one of Singapore's oldest Buddhist-Taoist temples, before driving past Chinatown. Stop by a local handicraft centre and observe craftsmen and work up close. Proceed to the National Orchid Garden located within Singapore Botanic Garden, which boasts a sprawling display of 60.000 orchid plants. Our final stop at Little India will entrance you with the scent of joss sticks, jasmine and spices!
Para logo à noite há reservámos o Night Safari, que deve ser uma experiência bem diferente. Agora são horas de comer qualquer coisa e, por isso, viemos à Seah Street Deli que fica no complexo do Hotel. Tem uma decoração 'à americana', com jukebox e tudo. Espero que as saladas sejam boas...
The night safari, sprawled over 40h of lush secondary forest next to the zoo, is a night zoo and a wildlife park combined. This unique site allows visitors to observe the the nocturnal activities of over 1.200 animals belonging to over 110 different species. A 45m ride (guided tram ride) takes visitors through 8 habitats designed to resemble the Himalayan, Indian, Nepalese, African, Indo-Malayan, Southeast Asian, South American and Burmese geographical regions. Those who prefer to walk can choose from 3 different designated walking trails for a closer, moonlit encounter with the park's inhabitants.
O país mais próximo é a Malásia, em seguida Indonésia. Têm 2 tipos de matrículas para os carros - preta que dá acesso a tudo, encarnada que só pode circular em determinadas alturas. Sobre o nosso hotel: 'Raffles Hotel - a legendary hotel and a national monument, Raffles, which opened in 1887, is a tranquil heaven of white, veranda-enclosed, colonial style buildings with terra-cotta filed, pitched roofs. It was the venue for grand colonial balls and dances, and its guest list boasted such names as Noel Coward, Somerset Maugham, Kipling, Charles Chaplin, Michael Jackson. The cool, calm refuges of its courtyards, gardens, and covered walkways can still be enjoyed by residents and visitors alike'. Padang is the heart of Singapore's colonial district. The square is flanked by grand structures such as the doomed Supreme Court, the Neo-classical City Hall, the Parliament House and the exclusive Singapore Cricket Club (que só admitiu asiáticos após a 2ª GM - era estritamente para britânicos). 9 de Agosto é o dia da comemoração da independência de Singapura, que este ano perfaz 45 anos. É pena, mas já cá não estaremos para ver as celebrações. Passámos a tarde em Orchard Road, é uma loucura total em termos de compras. Atrevo-me a dizer que é melhor do que a 5ª Avenida em NY. A concentração de lojas de marca (e luxo) é impressionante. São dezenas de centros comerciais, porta sim, porta sim, recheados de coisas bonitas. Uma verdadeira perdição. E nada de malas...Espero que venham. Aliás, têm de vir no avião das 19h. No início da tarde fomos ver outra atracção de Singapura - Chijme, que não achei nada de especial. Vamos ver que tal o night safari. Este ano vão decorrer os Youth Oympic Games, que têm 2 mascotes, uma leão chamado Lyo e uma trigre chamada Merly. Estes jogos, que serão os primeiros, decorrerão de 14 a 26 de Agosto e incluem 26 desportos. Financial district = Raffles Centre. 23 e 26 de Setembro - night race Fórmula 1. 1942-45 ocupação japonesa - construção de um war memorial. Suntec City - terras ganhadas ao mar nos anos 70. Têm 15 reservatórios de água e 9 express ways. O night safari abriu em 1994. Tram ride 3,2Kms em 45m. Tribal dance show, Creature of the night. 80% vivem em public housing. Têm cerca de 2 milhões de árvores em 700km2. Têm um milhão de veículos e usam a mão inglesa.
5 Agosto 2010 - Dia 2
0h12m (hora Lx) Estamos a levantar voo! Off we go!
2h15m Se há coisa que os tipos da Qantas são bons é em dar-nos comida... jantar, chá, café, chocolate quente, goodies bag com snacks, já para não falar nas £10 que gastámos no Starbucks. Já estou enjoada de comida. Vou continuar com os meus documentários sobre o aparecimento do homem (os filmes são uma treta...) Julia Gillard é a 1ª Ministro da Austrália. Ainda faltam 2h20m para Singapura. Nos últimos minutos temos enfrentado alguma turbulência e tudo isso misturado com cheiros fortes a comida, agoniou-me terrivelmente. Estive mesmo vai não vai para vomitar, com umas náuseas insuportáveis. Felizmente consegui controlar-me e agora sinto-me bastante melhor. Deveremos chegar a Singapura às 19h40m (local time).
Singapura é uma caixinha de surpresas - pânico total, as malas extraviaram-se e estamos num hotel super luxo, espectacular, luxuoso como nunca vi mesmo, só com a roupa do corpo. Estão 29º e a humidade está muito elevada. A nossa suite 222 tem uma sala, um quarto brutal e uma casa de banho dividida em 2 (em que qualquer das metades é do tamanho de um quarto). Apresentámos a reclamação das malas e fomos despachados com 100 singaporean dollars cada. De acordo com o tipo do transfer, o câmbio é ~1USD=1,8SD. Será verdade? O rapaz foi muito simpático, mas deixou-nos perdidos no Hotel. Foi preciso perguntar pelo menos a 3 pessoas diferentes para encontrarmos o lobby...Uma verdadeira loucura! A Armanda da agência tinha-nos dito que nos íamos passar com o hotel e tinha toda a razão... Mas, quero as nossas malas! Mesmo muito!
23h25m Finalmente após uma banhoca retemperadora estou recostada na nossa cama King size XL no Raffles Hotel. Saímos pouco depois de chegarmos em busca de uma muda de roupa lavada. Já não era muito cedo e as lojas dos inúmeros centros comerciais fecham às 22h. Mesmo assim conseguimos resolver o assunto. No 1º sítio onde entrámos estava aberta a Levi´s e sai uma t-shirt para cada um, 2 pares de meias e uns boxers (120SD). Claro que ficou a faltar roupa interior para mim. Após algumas tentativas falhadas, encontrámos uma loja que vendia conjuntos de slips para homens e nunca a perspectiva de vestir cuecas de homem (lavadas) me pareceu tão sedutora. Lá se foram mais 23SD. Pelo menos, consegui tomar uma banho em condições, vestir roupa interior limpa, lavar a minha. Enfim, amanhã há um voo de Londres que chega às 8h. Tem que trazer as nossas malas! Não há volta a dar! Amanhã às 9h partimos com o nosso guia privado para fazer um passeio de 1/2 dia de Singapura. Deve ser bem diferente de dia. Para já, o nosso chauffer chamou-nos a atenção para o circuito de Fórmula 1, um edifício composto por 3 hoteis de 55 andares que termina com uma espécie de nave em cima (parece inspirado no filme 2012), a Biblioteca Nacional e o mercado de Bugis Street.
2h15m Se há coisa que os tipos da Qantas são bons é em dar-nos comida... jantar, chá, café, chocolate quente, goodies bag com snacks, já para não falar nas £10 que gastámos no Starbucks. Já estou enjoada de comida. Vou continuar com os meus documentários sobre o aparecimento do homem (os filmes são uma treta...) Julia Gillard é a 1ª Ministro da Austrália. Ainda faltam 2h20m para Singapura. Nos últimos minutos temos enfrentado alguma turbulência e tudo isso misturado com cheiros fortes a comida, agoniou-me terrivelmente. Estive mesmo vai não vai para vomitar, com umas náuseas insuportáveis. Felizmente consegui controlar-me e agora sinto-me bastante melhor. Deveremos chegar a Singapura às 19h40m (local time).
Singapura é uma caixinha de surpresas - pânico total, as malas extraviaram-se e estamos num hotel super luxo, espectacular, luxuoso como nunca vi mesmo, só com a roupa do corpo. Estão 29º e a humidade está muito elevada. A nossa suite 222 tem uma sala, um quarto brutal e uma casa de banho dividida em 2 (em que qualquer das metades é do tamanho de um quarto). Apresentámos a reclamação das malas e fomos despachados com 100 singaporean dollars cada. De acordo com o tipo do transfer, o câmbio é ~1USD=1,8SD. Será verdade? O rapaz foi muito simpático, mas deixou-nos perdidos no Hotel. Foi preciso perguntar pelo menos a 3 pessoas diferentes para encontrarmos o lobby...Uma verdadeira loucura! A Armanda da agência tinha-nos dito que nos íamos passar com o hotel e tinha toda a razão... Mas, quero as nossas malas! Mesmo muito!
23h25m Finalmente após uma banhoca retemperadora estou recostada na nossa cama King size XL no Raffles Hotel. Saímos pouco depois de chegarmos em busca de uma muda de roupa lavada. Já não era muito cedo e as lojas dos inúmeros centros comerciais fecham às 22h. Mesmo assim conseguimos resolver o assunto. No 1º sítio onde entrámos estava aberta a Levi´s e sai uma t-shirt para cada um, 2 pares de meias e uns boxers (120SD). Claro que ficou a faltar roupa interior para mim. Após algumas tentativas falhadas, encontrámos uma loja que vendia conjuntos de slips para homens e nunca a perspectiva de vestir cuecas de homem (lavadas) me pareceu tão sedutora. Lá se foram mais 23SD. Pelo menos, consegui tomar uma banho em condições, vestir roupa interior limpa, lavar a minha. Enfim, amanhã há um voo de Londres que chega às 8h. Tem que trazer as nossas malas! Não há volta a dar! Amanhã às 9h partimos com o nosso guia privado para fazer um passeio de 1/2 dia de Singapura. Deve ser bem diferente de dia. Para já, o nosso chauffer chamou-nos a atenção para o circuito de Fórmula 1, um edifício composto por 3 hoteis de 55 andares que termina com uma espécie de nave em cima (parece inspirado no filme 2012), a Biblioteca Nacional e o mercado de Bugis Street.
Sunday, 21 November 2010
4 Agosto 2010 - Dia 1
Chegou o grande dia! Ainda faltam algumas horas, mas o relógio não pára. Espero não me ter esquecido de nada para levar. As previsões metereológicas apontam para situações muito distintas. Singapura, Kuala Lumpur e Hong Kong terão temperaturas elevadas e muita humidade. Já na Austrália estará fresco em Melbourne, Sydney e Ayers Rock. Apenas em Cairns teremos um cheirinho a Verão. É díficil fazer malas com roupa para todas as estações. Enfim, vamos ver no que dá... A logística é sempre um pesadelo. Entretanto, estou a lembrar-me de um livro que me recomendaram que lesse 'O Poder do Agora' - é uma éspecie de livro de auto-ajuda e que nos ensina uma espécie de reflexão interior, de meditação pessoal. Se conjugar os ensinamentos desse livro outros de um livro que usei para estudar para o GMAT encontrarei algo do género - sentar-me descalça com os pés bem apoiados no chão, relaxar, fechar os olhos e concentrar-me apenas no meu corpo e no que estou a sentir, sincronizar a respiração, ouvir o bater do coração e ir sentindo as diferentes partes do corpo: os pés, as pernas e por aí acima. Devo confessar que sou bastante céptica quanto a estes assuntos. A minha IE não dever ser nada por aí além e luto com a minha espiritualidade quando penso no assunto, mas até que comigo este exercício resulta e durante uns segundos/minutos sinto uma grande calma e descontracção. Talvez esta dica seja útil durante a viagem.
Acabei de ir buscar as divisas ao banco. As cotações são as seguintes:
1€=1,42390 AUD, ou seja, 1 AUD=0,70228€
Para facilitar as contas 5€=7,11 AUD, 10€=14,23 AUD, 25€=35,6 AUD, 50€=71,19 AUD
1€=1,305340 USD, ou seja, 1USD=0,76608€
Para facilitar as contas 5€=6,52 USD, 10€=13,05 USD, 25€=32, 63 USD, 50€=65,26 USD, 100€=130,50 USD
Só para registo futuro os USD vieram todos em notas de 50 com o Presidente Grant 'In God we trust'. Os AUD vieram em notas de 50 com Edith Cowan e David Unaipon, e 100 com 2 figuras (homem e mulher) não identificadas. As notas australianas são diferentes das que até aqui conhecia. Possuem no canto inferior esquerdo uma espécie de quadrado em plástico transparente com um pássaro a linhas cheias brancas (no caso de 100) e um grupo de 5* (no caso de 50). Curioso!
17h10 Aeroporto de Lisboa
Já estamos no aeroporto há um bocado à espera na porta de embarque para Londres. A bagagem já foi despachada para Singapura. Na porta 41 está tudo muito sossegado, meia dúzia de pessoas e devagarinho vão chegando mais. O voo está agendado para as 18h30m. Viemos de boleia com o Filipe e a minha mãe também se veio despedir. O pai ligou há pouco de Angola a desejar boa viagem... combinei com ele que se sobrevoar Luanda digo-lhe adeus da janela do avião. Isto é que estamos uma família internacional. Pensar que até há cinco anos o panorama era totalmente diferente. Viagens só em férias e de preferência de carro pelos caminhos de Portugal e Europa.
Ora, vamos lá a uma lista de destinos visitados:
ÁFRICA
Angola, Cabo Verde, Ceuta, Egipto
AMÉRICA
Brasil, EUA (Nova Iorque), República Dominicana
EUROPA
Espanha, França, Itália, Suiça, Bélgica, Croácia, Montenegro, Eslovénia, Austria, Luxemburgo, Inglaterra, Madeira, Maiorca, Tenerife
Ásia e Austrália será a primeira vez...
Desta vez decidi não vir carregada com livros, só os guias de viagem. Não sei como vai ser, pois sou completamente viciada na leitura e ainda por cima longe de casa, a televisão não tem muito interesse e costuma sobrar muito tempo para ler, nem que seja à noite antes de dormir (já para não falar nos aviões). Desta vez, comprámos apenas umas revistas (e só por precaução targo um livro descartável na mochila). Acabei de ver numa loja uma ideia engraçada (um par de sabrinas que se dobram ao meio e que cabem numa pequena caixa - há vários modelos e cores - +- 50€ - after party shoes - como são portáteis é fácil andar sempre com umas e trocar de sapatos quando for necessário. Lembra-me os ténis brancos Nike com que a Melanie Griffith andava nos transportes até chegar ao arranha-céus em que trabalhava no 'Segredo do meu sucesso' (seria?). Por falar nisso, vai estrear em breve 'Wall Street 2' com o Michael Douglas, mais de 20 anos após o original. Será que 'greed is good' se mantém actual? Tenciono rever o original e de seguida saborear a sequela. Espero que esteja à altura! Vou ler a minha revista... E, pronto, já estou encafuada no avião com destino a Londres. Espero que não se atrase, só temos uma hora em Heathrow para embarcar para Singapura (onde devemos chegar amanhã perto das 11h (Lisboa), 19h locais.
E as aventuras já começaram. De acordo com os horários deveríamos chegar a Londres às 21h05 e partir para Singapura às 22h05, só com uma hora de intervalo. Uma hora não parece muito, mas quem é que tem vontade de estar muito tempo num aeroporto à espera de um voo de ligação? Acontece que o nosso BA503 já saiu de Lisboa com 15m de atraso às 18h45m. Estava muito vento em Lisboa. Já estávamos no avião à espera de descolar, quando vimos pela janela um avião a aterrar em equilíbrio instável entre uma asa e outra devido ao vento. Entretanto, 'no worries mate', recuperamos o tempo perdido no ar - pensei eu com os meus botões. A viagem decorreu sem nada digno de registo, até que já perto de Londres, o capitão anunciou que íamos ficar a sobrevoar Londres em círculos até termos licença para aterrar. O mau tempo estava a deixar muitos aviões em fila para aterrar. Estimava 25 a 30 minutos de atraso. Apesar de o nosso connecting flight também ser no terminal 3, começámos a ver a nossa vida a andar para trás, pois precisávamos pelo menos de 20m de antecedência para embarcar. Chamo a hospedeira que me diz que não há muito a fazer, mas que nos vai deixar sair em 1º lugar do avião. Após 30m de pura tortura psicológica em que me convenci, visualizei e capacitei de que seria impossível perder o avião, finalmente aterrámos, saímos do avião com pressa... e entramos num autocarro e temos de esperar pacientemente que o mesmo encha, ou seja, sair em 1º lugar não valeu de nada. O motorista não estava nem aí para o que lhe estávamos a tentar explicar. 'Too bad'. Vamo-nos lixar. Após uma eternidade e alguns minutos, finalmente arrancou o autocarro que nos deixou à Porta do Terminal 3 e aí...pernas para que te quero. Ainda era longe e não havia fim à vista. Escadas rolantes, passadeiras rolantes, curvas e mais curvas e fôlego a começar a faltar. Às tantas já não conseguia correr mais com malas e tudo e peço ao Paulo para ir à frente e lá vai ele de mochila pesadíssima às costas e tudo. Depois de corrermos meio aeroporto, 'fucking miséria' que era mesmo longe, chegamos a um controlo de segurança e toca de colocar malas nos contentores de plástico, tirar cintos. Enfim, you know the drill. Pedimos ajuda ao auxiliar do aeroporto que nos responde com calma 'No rush'. Um lacónico 'no rush' sem mais explicações. 'Go to gate 7' e reiniciamos a corrida pelo terminal. O gate 7 estava cheio de gente que, agora percebo, estava a sair da sala de embarque. Lá entramos na fila, onde nos dão umas senhas e nos mandam sair... mas para onde? E o que se passa? Sinceramente não percebi, mas go with the flow e lá fomos nós atrás da carneirada. Às tantas o Paulo diz que temos um voucher de £10 para gastar no food court do terminal. Ficámos sem perceber mesmo nada. Claro que depois, hesitações, volta para trás, anda para a frente, pergunta a alguém, quse nos chateámos, mas após uns minutos lá conseguimos perceber que o voo estava atrasado e que podíamos ir comer qualquer coisa. A zona da free shops já estava quase toda fechada. Afinal, o último voo do dia saía por volta das 22h45m e só voltava a haver trânsito amanhã às 6h20m. Lá encontrámos alguns cafés e um Starbuck que deve ter tido uma afluência anormal, pois formou-se uma grande fila. £1o dá para comprar muita coisa - sandes, sumo, salada de fruta, sumo laranja natural e ainda sobrou dinheiro para duas bolachas que o senhor da caixa apontou que dava para levar. Foi um saco cheio para cada um. E lá vamos suados, frustados, mas cheios de comida esperar pela indicação para voltar ao gate 7. Após um lauto repasto, WC e telefonema para as mamãs, lá surge a indicação de regresso. E, pronto, o resto é história.
São 23h10m (hora Lx) e estamos a aguardar que reabasteçam o avião. Espero que as próximas 14h(?!) não deêm origem a muitos registos no diário de viagem... Este deve ser o reabastecimento mais lento do Universo (e arredores). São 23h50m e ainda não saímos do sítio. Já deu tempo para rever todo o diário até este ponto, ouvir a rádio Qantas,..
Este avião (Boing 747) é engraçado, o meu cantinho à janela é confortável (dentro do espaço muito limitado). Tivemos direito a almofada, mantinha, bolsa com escova de dentes e máscara para os olhos. Já recebemos também o menú da viagem e info acerca das actividades a bordo. Tal como noutros passarões deste género, temos rádio e o nosso próprio ecran de tv, as orelhas do encosto de cabeça são ajustáveis (assim a cabeça não cai para quem for dormir), muito fixe
23h57m finalmente, começamos a andar, mas ainda no chão, de marcha atrás e muito lentamente. A configuração do avião é 3+4+3 e tem dois andares. Tenho de ir espreitar a vizinhança lá em cima...
Acabei de ir buscar as divisas ao banco. As cotações são as seguintes:
1€=1,42390 AUD, ou seja, 1 AUD=0,70228€
Para facilitar as contas 5€=7,11 AUD, 10€=14,23 AUD, 25€=35,6 AUD, 50€=71,19 AUD
1€=1,305340 USD, ou seja, 1USD=0,76608€
Para facilitar as contas 5€=6,52 USD, 10€=13,05 USD, 25€=32, 63 USD, 50€=65,26 USD, 100€=130,50 USD
Só para registo futuro os USD vieram todos em notas de 50 com o Presidente Grant 'In God we trust'. Os AUD vieram em notas de 50 com Edith Cowan e David Unaipon, e 100 com 2 figuras (homem e mulher) não identificadas. As notas australianas são diferentes das que até aqui conhecia. Possuem no canto inferior esquerdo uma espécie de quadrado em plástico transparente com um pássaro a linhas cheias brancas (no caso de 100) e um grupo de 5* (no caso de 50). Curioso!
17h10 Aeroporto de Lisboa
Já estamos no aeroporto há um bocado à espera na porta de embarque para Londres. A bagagem já foi despachada para Singapura. Na porta 41 está tudo muito sossegado, meia dúzia de pessoas e devagarinho vão chegando mais. O voo está agendado para as 18h30m. Viemos de boleia com o Filipe e a minha mãe também se veio despedir. O pai ligou há pouco de Angola a desejar boa viagem... combinei com ele que se sobrevoar Luanda digo-lhe adeus da janela do avião. Isto é que estamos uma família internacional. Pensar que até há cinco anos o panorama era totalmente diferente. Viagens só em férias e de preferência de carro pelos caminhos de Portugal e Europa.
Ora, vamos lá a uma lista de destinos visitados:
ÁFRICA
Angola, Cabo Verde, Ceuta, Egipto
AMÉRICA
Brasil, EUA (Nova Iorque), República Dominicana
EUROPA
Espanha, França, Itália, Suiça, Bélgica, Croácia, Montenegro, Eslovénia, Austria, Luxemburgo, Inglaterra, Madeira, Maiorca, Tenerife
Ásia e Austrália será a primeira vez...
Desta vez decidi não vir carregada com livros, só os guias de viagem. Não sei como vai ser, pois sou completamente viciada na leitura e ainda por cima longe de casa, a televisão não tem muito interesse e costuma sobrar muito tempo para ler, nem que seja à noite antes de dormir (já para não falar nos aviões). Desta vez, comprámos apenas umas revistas (e só por precaução targo um livro descartável na mochila). Acabei de ver numa loja uma ideia engraçada (um par de sabrinas que se dobram ao meio e que cabem numa pequena caixa - há vários modelos e cores - +- 50€ - after party shoes - como são portáteis é fácil andar sempre com umas e trocar de sapatos quando for necessário. Lembra-me os ténis brancos Nike com que a Melanie Griffith andava nos transportes até chegar ao arranha-céus em que trabalhava no 'Segredo do meu sucesso' (seria?). Por falar nisso, vai estrear em breve 'Wall Street 2' com o Michael Douglas, mais de 20 anos após o original. Será que 'greed is good' se mantém actual? Tenciono rever o original e de seguida saborear a sequela. Espero que esteja à altura! Vou ler a minha revista... E, pronto, já estou encafuada no avião com destino a Londres. Espero que não se atrase, só temos uma hora em Heathrow para embarcar para Singapura (onde devemos chegar amanhã perto das 11h (Lisboa), 19h locais.
E as aventuras já começaram. De acordo com os horários deveríamos chegar a Londres às 21h05 e partir para Singapura às 22h05, só com uma hora de intervalo. Uma hora não parece muito, mas quem é que tem vontade de estar muito tempo num aeroporto à espera de um voo de ligação? Acontece que o nosso BA503 já saiu de Lisboa com 15m de atraso às 18h45m. Estava muito vento em Lisboa. Já estávamos no avião à espera de descolar, quando vimos pela janela um avião a aterrar em equilíbrio instável entre uma asa e outra devido ao vento. Entretanto, 'no worries mate', recuperamos o tempo perdido no ar - pensei eu com os meus botões. A viagem decorreu sem nada digno de registo, até que já perto de Londres, o capitão anunciou que íamos ficar a sobrevoar Londres em círculos até termos licença para aterrar. O mau tempo estava a deixar muitos aviões em fila para aterrar. Estimava 25 a 30 minutos de atraso. Apesar de o nosso connecting flight também ser no terminal 3, começámos a ver a nossa vida a andar para trás, pois precisávamos pelo menos de 20m de antecedência para embarcar. Chamo a hospedeira que me diz que não há muito a fazer, mas que nos vai deixar sair em 1º lugar do avião. Após 30m de pura tortura psicológica em que me convenci, visualizei e capacitei de que seria impossível perder o avião, finalmente aterrámos, saímos do avião com pressa... e entramos num autocarro e temos de esperar pacientemente que o mesmo encha, ou seja, sair em 1º lugar não valeu de nada. O motorista não estava nem aí para o que lhe estávamos a tentar explicar. 'Too bad'. Vamo-nos lixar. Após uma eternidade e alguns minutos, finalmente arrancou o autocarro que nos deixou à Porta do Terminal 3 e aí...pernas para que te quero. Ainda era longe e não havia fim à vista. Escadas rolantes, passadeiras rolantes, curvas e mais curvas e fôlego a começar a faltar. Às tantas já não conseguia correr mais com malas e tudo e peço ao Paulo para ir à frente e lá vai ele de mochila pesadíssima às costas e tudo. Depois de corrermos meio aeroporto, 'fucking miséria' que era mesmo longe, chegamos a um controlo de segurança e toca de colocar malas nos contentores de plástico, tirar cintos. Enfim, you know the drill. Pedimos ajuda ao auxiliar do aeroporto que nos responde com calma 'No rush'. Um lacónico 'no rush' sem mais explicações. 'Go to gate 7' e reiniciamos a corrida pelo terminal. O gate 7 estava cheio de gente que, agora percebo, estava a sair da sala de embarque. Lá entramos na fila, onde nos dão umas senhas e nos mandam sair... mas para onde? E o que se passa? Sinceramente não percebi, mas go with the flow e lá fomos nós atrás da carneirada. Às tantas o Paulo diz que temos um voucher de £10 para gastar no food court do terminal. Ficámos sem perceber mesmo nada. Claro que depois, hesitações, volta para trás, anda para a frente, pergunta a alguém, quse nos chateámos, mas após uns minutos lá conseguimos perceber que o voo estava atrasado e que podíamos ir comer qualquer coisa. A zona da free shops já estava quase toda fechada. Afinal, o último voo do dia saía por volta das 22h45m e só voltava a haver trânsito amanhã às 6h20m. Lá encontrámos alguns cafés e um Starbuck que deve ter tido uma afluência anormal, pois formou-se uma grande fila. £1o dá para comprar muita coisa - sandes, sumo, salada de fruta, sumo laranja natural e ainda sobrou dinheiro para duas bolachas que o senhor da caixa apontou que dava para levar. Foi um saco cheio para cada um. E lá vamos suados, frustados, mas cheios de comida esperar pela indicação para voltar ao gate 7. Após um lauto repasto, WC e telefonema para as mamãs, lá surge a indicação de regresso. E, pronto, o resto é história.
São 23h10m (hora Lx) e estamos a aguardar que reabasteçam o avião. Espero que as próximas 14h(?!) não deêm origem a muitos registos no diário de viagem... Este deve ser o reabastecimento mais lento do Universo (e arredores). São 23h50m e ainda não saímos do sítio. Já deu tempo para rever todo o diário até este ponto, ouvir a rádio Qantas,..
Este avião (Boing 747) é engraçado, o meu cantinho à janela é confortável (dentro do espaço muito limitado). Tivemos direito a almofada, mantinha, bolsa com escova de dentes e máscara para os olhos. Já recebemos também o menú da viagem e info acerca das actividades a bordo. Tal como noutros passarões deste género, temos rádio e o nosso próprio ecran de tv, as orelhas do encosto de cabeça são ajustáveis (assim a cabeça não cai para quem for dormir), muito fixe
23h57m finalmente, começamos a andar, mas ainda no chão, de marcha atrás e muito lentamente. A configuração do avião é 3+4+3 e tem dois andares. Tenho de ir espreitar a vizinhança lá em cima...
Saturday, 20 November 2010
3 Agosto 2010 | Casa
E pronto... é oficial. Estou de férias há 5 horas. São agora 23h e já tenho praticamente a mala pronta. Faltam apenas umas pequenas decisões de última hora, mas acho que é normal. Espero dormir bem esta noite, porque amanhã será um longo dia e a viagem deve ser cansativa. Como diz a canção dos Bon Jovi 'gonna live while I'm alive, I'll sleep when I'm dead'. Vamos ver se é possível aproveitar tudo ao máximo. A minha expectativa é de regressar muito mais rica do que parti (e não estou a falar de dinheiro..., mas nunca se sabe, afinal joguei com as colegas de trabalho no Euromilhões. Seria bestial... nem sei bem o que fazer ao dinheiro...provavelmente viajar mais). A riqueza de que falo é interna, não se vê, está relacionada com o ganhar mundo, ver coisas, gentes, culturas e costumes distintos, comer coisas diferentes, experimentar outros modos de vida, aprender, relativizar a nossa experiência neste mundo cada vez mais global. Claro que um outro objectivo se prende com o futuro profissional. Gostava muito de lançar um negócio, ser dona do meu nariz, trabalhar por conta própria e ser a 'própria costureira e a própria patroa', de acordo com a famosa rabúla da Ivone Silva. Até hoje, o meu maior obstáculo sempre foi a ideia para um negócio (ou será que essa é apenas a desculpa confortável para não arriscar?). Enfim, pretendo inspirar-me nesta viagem para a criação do meu futuro. Sim, porque o nosso futuro só a nós pertence e eu tenciono mudar o meu. Aliás, já mudei como comprova o facto de estar sentada à mesa da cozinha com o zumbido persistente e irritante da loja da fruta (melhor dizendo do ar condicionado) por companhia na véspera do início desta grande aventura, da viagem da minha vida - perspectiva tão redutora - espero que haja muitas mais e que todas sejam enriquecedoras e um contributo para me tornar uma pessoa mais em sintonia com o mundo numa perspectiva holística, para usar a palavra da moda (pelo menos no marketing do meu trabalho). Até amanhã!
1 Agosto 2010 - Casa
Domingo, último fim-de-semana em casa. A família está toda em acção: o pai foi hoje para Angola. 4ª feira vamos nós. Yuppiéééééééé! Vamos a um pouco mais de pesquisa: Singapura é uma cidade-estado muito multicultural. Situa-se na ponta da península malaia no estreito de Malaca. Trata-se de uma ilha grande circundada por várias pequenas ilhas. Tem 697 km2. O seu clima é descrito pela humidade e por chuvadas pesadas que tornam os chapéus de chuva um acessório indispensável. Depois de ganhar independência do Império Britânico, Singapura foi incorporada na Federação da Malásia em 1963 e tornou-se totalmente independente em 1965. Singapura é uma república democrática. A sua economia é uma das mais poderosas do mundo devido à eficiência do governo, às infraestruturas excepcionais, corrupção mínima e uma mão de obra qualificada. Tem também o porto mais concorrido da região. Singapura é um país de imigrantes, 77% chineses, 14% malaios, 7,6% indianos e um pequeno número de expatriados ocidentais. As línguas oficias são: malaio, chinês, inglês e tamil. A prática religiosa é livre. A censura governamental é rígida. A comida é uma parte integral da cultura de Singapura. O rio Singapura atravessa o centro da cidade e permanece o foco do comércio e da animação.
Hong Kong - línguas oficiais: cantonês, mandarim e inglês. A moeda local é o HK$ (dólar de Hong Kong). Clãs primitivos estabeleceram-se na orla marítima de Hong Kong e dos Novos Territórios há 6 milénios. Numa acção decisiva durante a 1ª Guerra do Ópio entre a China e a GB, o capitão Charles Elliot da Marinha Real Britânica atracou na ilha de Hong Kong e hasteou a bandeira inglesa (Union Jack) a 25 de Janeiro. Os 8.000 autóctones aceitaram com facilidade o domínio inglês. A China e a GB continuaram a lutar por outras cidades comerciais chinesas. O Tratado de Nanquim de 1842 cedeu a ilha de Hong Kong à GB. A GB esforçou-se e tornou Hong Kong uma colónia poderosa. A 1 de Julhode 1898 foi assinado em Pequim o arrendamento dos Novos Territórios por 99 anos- Hong Kong foi ocupada por 3 anos pelos japoneses a partir de 1941. Em 1950 começou o milagre económico do território com a chegada de refugiados da China, os quais eram uma força de trabalho. Em 1984 é promulgada a Declaração Conjunta Sino-Britânica, após vários anos de conversas secretas entre Margaret Tatcher e Deng Xiaoping. A 30 de Julho de 1997 deu-se a entrega do território. Em 1513 o navegador português Jorge Álvares torna-se o 1º europeu a visitar Hong Kong. Sir Henry Pottinger torna-se o 1º governador de Hong Kong. A sobrepovoada Mong Kok é o ninho das tríades de Hong Kong. As tríades formaram-se pela 1ª vez no séc XVII como sociedades secretas que tentavam reinstalar a dinastia Ming depois de os Manchus terem tomado posse. Apesar de o cinema e a literatura lhes terem dado uma imagem romântica, a realidade actual é obscura e violenta.
Hong Kong - línguas oficiais: cantonês, mandarim e inglês. A moeda local é o HK$ (dólar de Hong Kong). Clãs primitivos estabeleceram-se na orla marítima de Hong Kong e dos Novos Territórios há 6 milénios. Numa acção decisiva durante a 1ª Guerra do Ópio entre a China e a GB, o capitão Charles Elliot da Marinha Real Britânica atracou na ilha de Hong Kong e hasteou a bandeira inglesa (Union Jack) a 25 de Janeiro. Os 8.000 autóctones aceitaram com facilidade o domínio inglês. A China e a GB continuaram a lutar por outras cidades comerciais chinesas. O Tratado de Nanquim de 1842 cedeu a ilha de Hong Kong à GB. A GB esforçou-se e tornou Hong Kong uma colónia poderosa. A 1 de Julhode 1898 foi assinado em Pequim o arrendamento dos Novos Territórios por 99 anos- Hong Kong foi ocupada por 3 anos pelos japoneses a partir de 1941. Em 1950 começou o milagre económico do território com a chegada de refugiados da China, os quais eram uma força de trabalho. Em 1984 é promulgada a Declaração Conjunta Sino-Britânica, após vários anos de conversas secretas entre Margaret Tatcher e Deng Xiaoping. A 30 de Julho de 1997 deu-se a entrega do território. Em 1513 o navegador português Jorge Álvares torna-se o 1º europeu a visitar Hong Kong. Sir Henry Pottinger torna-se o 1º governador de Hong Kong. A sobrepovoada Mong Kok é o ninho das tríades de Hong Kong. As tríades formaram-se pela 1ª vez no séc XVII como sociedades secretas que tentavam reinstalar a dinastia Ming depois de os Manchus terem tomado posse. Apesar de o cinema e a literatura lhes terem dado uma imagem romântica, a realidade actual é obscura e violenta.
31 Julho 2010 - Casa
Hoje é Sábado. O tempo continua a passar e o início da viagem está cada vez mais próximo. Com excepção das 3 semanas em Tenerife com os meus primos, acho que nunca estive tanto tempo fora de casa. Geralmente uma semana a dez dias são o tempo normal de umas férias. Claro que neste caso, 4 dias são gatos apenas na viagem, o que tornaria a estadia minuscula e pouco compensadora em termos de gastos. Também não é usual viajar em Agosto, com excepção de férias com os pais e de uma visita a Londres a casa da tia Isabel não me lembro facilmente de férias no estrangeiro em Agosto. Será igualmente uma inovação. Setembro, mês em que completamos anos de casamento, tem sido sempre privilegiado, mas as circunstâncias mudam... e a gente ajusta-se... Que remédio! Ontem fui comprar guias de Singapura & Kuala Lumpur. Afinal de contas sei muito pouco sobre estas paragens e tenho de me documentar. Quanto à Austrália, já fiz o TPC e estou mais elucidada acerca do povo, história, fauna e flora e algumas curiosidades. À cautela, uma vez que isto de escrever parece contagioso comprei 2 Moleskines pequenos. Sim, pequenos porque ainda me faltam muitas folhas deste diário de viagem e não convém ser demasiado ambiciosa. Anyway só por precaução já cá cantam dois caderninhos para que não me falte o papel. Assim não me falte a vontade de escrever...
Voltando à pesquisa sobre a Austrália, aqui ficam mais uns dados interessantes:
'Em 1972, após 23 anos de governação pelo conservador Partido Liberal, a Austrália elegeu um governo trabalhista sob a liderança do impetuoso Gough Whitlam. O seu governo embarcou imediatamente num programa de reformas ambiciosas - conferiu direitos aos aborígenes que eles não tinham anteriormente, começou a libertar as tropas australianas do Vietname, tornou o ensino universitário gratuito. Entretanto, o governo perdeu gradualmente a maioria e em 1975, o governador-geral Sir John Kerr, representante oficial da raínha na Austrália interveio dissolvendo o governo de Whitlam, colocando o líder da oposição Malcolm Fraser no poder e convocando eleições gerais.O ultrage e indignação que os australianos sentiram por esta interferência arrogante dificilmente podem ser descritos. Nas eleições ganhou Fraser, i.e., o eleitorado sancionou calmamente a acção que tanto os tinha perturbado anteriormente. A Austrália é uma nação muito desportiva. É também a mais esparsamente habitada das nações: 2,3 hab/km2, contra 45 no mundo em geral e 29 nos EUA. A Austrália produz vinho - Chardonnay, Cabernet, Sauvignnon e Shiraz. O país tem alfarrabistas formidáveis, os australianos são um povo virado sobre si mesmo e daí terem muitos livros sobre temas que não interessariam a mais ninguém. São um povo muito autocrítico. A Austrália ocupa o 7º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. O hino não oficial da Austrália é Waltzing Matilda escrita por Banjo Paterson. Duarante muito tempo, Melbourne foi a cidade mais importante da Austrália. Tem cerca de 3,5 milhões hab contra 4 milhões em Sydney. Até 1949 não existia a cidadania australiana. As pessoas nascidas na Austrália eram britânicas, juravam fidelidade ao rei e ao país, estudavam a sua história e lutavam por ele. A Austrália esteve em vias de se tornar um país muito diferente. Na 2ª GM sofreu um trauma brusco quando, após a queda da Birmânia e de Singapura, a GB retirou do Extremo Oriente, deixando subitamente a Austrália sozinha e perigosamente exposta. Escapou, mas ficou com duas cicatrizes - a consciência de que não podia contar com a GB para vir em seu auxílio numa crise, e um sentimento de extrema vulnerabilidade face aos múltiplos e instáveis países a norte. Nos anos que se seguiram à guerra, o país abriu as portas. No meio século que se seguiu a 1945, a população aumentou muito, de 7 para 18 milhões. Por volta de 1970, à medida que a Austrália reconhecia gradualmente que era, pelo menos geograficamente, uma nação asiática e não europeia, a barreira da cor caiu e foram deixados entrar centenas de mlhares de imigrantes de toda a região. Actualmente, a Austrália é um dos países mais multiculturais da Terra. A Austrália tem 290.000 kms de estrada asfaltada. Durante os primeiros 99,7% da sua história habitada, os aborígenes tiveram a Austrália só para eles. Os aborígenes têm a mais antiga cultura preservada do mundo. A marginalização dos nativos era tal, que em 1967 o governo federal nem sequer os incluia nos censos nacionais. Os enforcamentos de Myall Creek não puseram termo às chacinas de aborígenes, limitaram-se a torná-las clandestinas. Didjerido: instrumento musical aborígene, constituído por um ramo de eucalipto esvaziado, que é feito soar através do sopro, com modelação de lábios, língua e percussão. Cairns é uma minimetropole agitada com 60.000 hab, indistinta de qualquer comunidade de dimensão análoga na Austrália. A Grande Barreira de Coral cobre 280.000 Km2. 344.000 ou algo intermédio e estende-se 2.000 km do topo ao fundo, ou 2..500. Ninguém consegue realmente acordar onde é que começa e termina, mas todos concordam que é muito grande. Contém pelo menos 1.500 espécies de peixe, 400 tipos de coral e 4.000 variedades de moluscos. Dado consistir nuns 3.000 recifes separados e em mais de 600 ilhas, alguns defendem que não se trata de uma única entidade, e portanto, não pode ser rigorosamente descrito como a maior coisa viva da Terra. O território do Norte teve sempre algo de fronteira. No final de 1998, os habitantes foram convidados a tornarem-se no 7º estado da Austrália e rejeitaram abertamente a proposta num referendo. Parecem gostar bastante de ser marginais. Consequentemente cerca de 1/5 do país fica na Austrália, mas não a integra verdadeiramente. Não têm assento no Parlamento, os seus representantes assistem às sessões, mas não votam, nem participam. Os Berlindes do Diabo - pilhas enormes de seixos lisos de granito, amontoados em pilhas desalinhadas ou dispersas por uma vasta área. Cada uma delas com um espírito diferentee: uma amêndoa, um pão de leite,... -embora enormes, e muitas delas equilibradas em suportes inacreditavelmente estreitos. Uluru e Alice Springs estão tão ligados na imaginação popular que todos pensam que ficam próximas. Na realidade, são quase 500 Kms através de uma extensão praticamente descaracterizada para se ir de um lugar ao outro. A glória do Uluru é que se ergue solitário num vazio ilimitado. Recebe cerca de 10.000 visitantes em cada 10 dias. Yulara é a cidade turística que se desenvolveu para o servir e situa-se a uns 20 kms do próprio rochedo. O Uluru tem 350m de altura, 2,5 kms de comprimento, 9 kms de perimetro. É um bornhardt: um pedaço de rocha resistentes às intemperies deixado incólume quando tudo o resto foi desgastado. Tem uma centena de milhões de anos de idade. Charles Kingford Smith foi o maior aviador australiano do seu tempo e talvez de sempre. Bateu mais recordes do que qualquer outro. Foi o 1º a atravessar o Pacífico e o 1º a voar sobre o Atlântico de leste para oeste. Os aborígenes são o maior falhanço social da Austrália. Gerações Roubadas - tentativa do governo para retirar crianças aborígenes da pobreza e da desvantem, distanciando-as fisicamente das suas famílias e comunidades. Entre 1910 e 1970 entre 1/10 e 1/3 das crianças aborígenes foram retiradas aos pais e enviadas para lares de acolhimento ou para centros de formação do estado. A ideia consistia em prepará-las para uma vida mais gratificante no mundo branco. Afastar as crianças destruiu toda uma continuidade de relacionamento. Os povos indígenas constituem apenas 1,5% da população australiana e vivem desproporcionadamente em zonas rurais. Nenhuma nação perdeu tantos homens, proporcionalmente à sua população, na 1ª GM como a Austrália. Tem uma variedade de plantas na ordem das 25.000 espécies, o que é paradoxal, uma vez que a Aistrália é bastante hóstil à vida. Metade da resposta reside na pobreza do solo que obriga à especialização. As plantas especializadas conduzem a insectos especializados, o que se reflecte ao longo de toda a cadeia alimentar. O 2º factor é o isolamento que protegeu claramente as formas de vida indígenas de muita competição. Também é importante o isolamento que sempre existiu dentro da Austrália, que compreende bolsas de vida dispersas, separadas por zonas de grande aridez. A bankia é a flor mais adorada da Austrália, parece-se com um piaçaba. A Austrália é o maior exportador mundial de minerais: ferro, bauxite, níquel, manganês, urânio, cobre, chumbo, diamantes, estanho, zinco, zircão, rútilo, ilmenite,...
Voltando à pesquisa sobre a Austrália, aqui ficam mais uns dados interessantes:
'Em 1972, após 23 anos de governação pelo conservador Partido Liberal, a Austrália elegeu um governo trabalhista sob a liderança do impetuoso Gough Whitlam. O seu governo embarcou imediatamente num programa de reformas ambiciosas - conferiu direitos aos aborígenes que eles não tinham anteriormente, começou a libertar as tropas australianas do Vietname, tornou o ensino universitário gratuito. Entretanto, o governo perdeu gradualmente a maioria e em 1975, o governador-geral Sir John Kerr, representante oficial da raínha na Austrália interveio dissolvendo o governo de Whitlam, colocando o líder da oposição Malcolm Fraser no poder e convocando eleições gerais.O ultrage e indignação que os australianos sentiram por esta interferência arrogante dificilmente podem ser descritos. Nas eleições ganhou Fraser, i.e., o eleitorado sancionou calmamente a acção que tanto os tinha perturbado anteriormente. A Austrália é uma nação muito desportiva. É também a mais esparsamente habitada das nações: 2,3 hab/km2, contra 45 no mundo em geral e 29 nos EUA. A Austrália produz vinho - Chardonnay, Cabernet, Sauvignnon e Shiraz. O país tem alfarrabistas formidáveis, os australianos são um povo virado sobre si mesmo e daí terem muitos livros sobre temas que não interessariam a mais ninguém. São um povo muito autocrítico. A Austrália ocupa o 7º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. O hino não oficial da Austrália é Waltzing Matilda escrita por Banjo Paterson. Duarante muito tempo, Melbourne foi a cidade mais importante da Austrália. Tem cerca de 3,5 milhões hab contra 4 milhões em Sydney. Até 1949 não existia a cidadania australiana. As pessoas nascidas na Austrália eram britânicas, juravam fidelidade ao rei e ao país, estudavam a sua história e lutavam por ele. A Austrália esteve em vias de se tornar um país muito diferente. Na 2ª GM sofreu um trauma brusco quando, após a queda da Birmânia e de Singapura, a GB retirou do Extremo Oriente, deixando subitamente a Austrália sozinha e perigosamente exposta. Escapou, mas ficou com duas cicatrizes - a consciência de que não podia contar com a GB para vir em seu auxílio numa crise, e um sentimento de extrema vulnerabilidade face aos múltiplos e instáveis países a norte. Nos anos que se seguiram à guerra, o país abriu as portas. No meio século que se seguiu a 1945, a população aumentou muito, de 7 para 18 milhões. Por volta de 1970, à medida que a Austrália reconhecia gradualmente que era, pelo menos geograficamente, uma nação asiática e não europeia, a barreira da cor caiu e foram deixados entrar centenas de mlhares de imigrantes de toda a região. Actualmente, a Austrália é um dos países mais multiculturais da Terra. A Austrália tem 290.000 kms de estrada asfaltada. Durante os primeiros 99,7% da sua história habitada, os aborígenes tiveram a Austrália só para eles. Os aborígenes têm a mais antiga cultura preservada do mundo. A marginalização dos nativos era tal, que em 1967 o governo federal nem sequer os incluia nos censos nacionais. Os enforcamentos de Myall Creek não puseram termo às chacinas de aborígenes, limitaram-se a torná-las clandestinas. Didjerido: instrumento musical aborígene, constituído por um ramo de eucalipto esvaziado, que é feito soar através do sopro, com modelação de lábios, língua e percussão. Cairns é uma minimetropole agitada com 60.000 hab, indistinta de qualquer comunidade de dimensão análoga na Austrália. A Grande Barreira de Coral cobre 280.000 Km2. 344.000 ou algo intermédio e estende-se 2.000 km do topo ao fundo, ou 2..500. Ninguém consegue realmente acordar onde é que começa e termina, mas todos concordam que é muito grande. Contém pelo menos 1.500 espécies de peixe, 400 tipos de coral e 4.000 variedades de moluscos. Dado consistir nuns 3.000 recifes separados e em mais de 600 ilhas, alguns defendem que não se trata de uma única entidade, e portanto, não pode ser rigorosamente descrito como a maior coisa viva da Terra. O território do Norte teve sempre algo de fronteira. No final de 1998, os habitantes foram convidados a tornarem-se no 7º estado da Austrália e rejeitaram abertamente a proposta num referendo. Parecem gostar bastante de ser marginais. Consequentemente cerca de 1/5 do país fica na Austrália, mas não a integra verdadeiramente. Não têm assento no Parlamento, os seus representantes assistem às sessões, mas não votam, nem participam. Os Berlindes do Diabo - pilhas enormes de seixos lisos de granito, amontoados em pilhas desalinhadas ou dispersas por uma vasta área. Cada uma delas com um espírito diferentee: uma amêndoa, um pão de leite,... -embora enormes, e muitas delas equilibradas em suportes inacreditavelmente estreitos. Uluru e Alice Springs estão tão ligados na imaginação popular que todos pensam que ficam próximas. Na realidade, são quase 500 Kms através de uma extensão praticamente descaracterizada para se ir de um lugar ao outro. A glória do Uluru é que se ergue solitário num vazio ilimitado. Recebe cerca de 10.000 visitantes em cada 10 dias. Yulara é a cidade turística que se desenvolveu para o servir e situa-se a uns 20 kms do próprio rochedo. O Uluru tem 350m de altura, 2,5 kms de comprimento, 9 kms de perimetro. É um bornhardt: um pedaço de rocha resistentes às intemperies deixado incólume quando tudo o resto foi desgastado. Tem uma centena de milhões de anos de idade. Charles Kingford Smith foi o maior aviador australiano do seu tempo e talvez de sempre. Bateu mais recordes do que qualquer outro. Foi o 1º a atravessar o Pacífico e o 1º a voar sobre o Atlântico de leste para oeste. Os aborígenes são o maior falhanço social da Austrália. Gerações Roubadas - tentativa do governo para retirar crianças aborígenes da pobreza e da desvantem, distanciando-as fisicamente das suas famílias e comunidades. Entre 1910 e 1970 entre 1/10 e 1/3 das crianças aborígenes foram retiradas aos pais e enviadas para lares de acolhimento ou para centros de formação do estado. A ideia consistia em prepará-las para uma vida mais gratificante no mundo branco. Afastar as crianças destruiu toda uma continuidade de relacionamento. Os povos indígenas constituem apenas 1,5% da população australiana e vivem desproporcionadamente em zonas rurais. Nenhuma nação perdeu tantos homens, proporcionalmente à sua população, na 1ª GM como a Austrália. Tem uma variedade de plantas na ordem das 25.000 espécies, o que é paradoxal, uma vez que a Aistrália é bastante hóstil à vida. Metade da resposta reside na pobreza do solo que obriga à especialização. As plantas especializadas conduzem a insectos especializados, o que se reflecte ao longo de toda a cadeia alimentar. O 2º factor é o isolamento que protegeu claramente as formas de vida indígenas de muita competição. Também é importante o isolamento que sempre existiu dentro da Austrália, que compreende bolsas de vida dispersas, separadas por zonas de grande aridez. A bankia é a flor mais adorada da Austrália, parece-se com um piaçaba. A Austrália é o maior exportador mundial de minerais: ferro, bauxite, níquel, manganês, urânio, cobre, chumbo, diamantes, estanho, zinco, zircão, rútilo, ilmenite,...
29 Julho 2010 - Casa
Nos últimos dias não tenho tido oportunidade de escrever. Hoje é 5ª feira, 29 e a partida terá lugar na próxima 4ª feira... falta menos de uma semana. Mal posso esperar... estou ansiosa. Entretanto, tenho devorado informação sobre Oz. É muito interessante e há imenso para descobrir. Não tenho dado atenção às escalas: Singapura, Kuala Lumpur e Hong Kong. Espero ter ainda tempo para pesquisar um pouco. Tenho menos material à mão, uma vez que a fixação com a Austrália permitiu coleccionar vários guias de viagem e livros sobre o assunto. Vou tentar documentar-me melhor. Falta ainda recolher mais alguns dados sobre a Austrália e registá-los aqui. Espero que o fim-de-semana ajude. O progresso nas malas é inexistente, mas pelo menos a lista da farmácia ficou pronta hoje. Ñão há novidades na frente dos $AUD. Mas será que ninguém viaja para a Austrália? Nunca foi necessário cambiar dinheiro? Nota mental: ver bem a metereologia. Cheira-me que vamos apanhar mais frio do que inicialmente supunha. O Inverno talvez não seja tão ameno quanto isso!
25 Julho 2010 - Casa
Com a aproximação da viagem já vai sendo tempo de fazer o TPC. Deixei assim a meio a extraordinária saga de Helena de Troia (ou deverei dizer de Esparta), do seu Páris e restantes companheiros históricos para me debruçar sobre pesquisa pelo continente vermelho. É uma revisitação, já li estes livros, mas com o passar do tempo, as memórias esboroam-se e é aconselhável uma revisão de conhecimentos. Vou começar pelo 'Na Terra dos Cangurus'. Apesar da dedicatória perturbadora, que vou ignorar, vejamos qual o contributo que me deixa...
Nota mental: descobrir quem é a 1ª Ministra da Austrália. Sei que é uma senhora. O que são opalas? Uma pedra preciosa, mas com que características? De que cor? Ah! A lã das ovelhas de que me recordo, chama-se lã de merino. Será verdade que a Austrália só tem 19 milhões de hab? Alguns excerptos das minhas leituras de hoje:
'A Austrália é o 6º maior país do mundo e a sua maior ilha. É a única ilha que é também um continente, e o único continente que é também um país. Foi o 1º continente conquistado a partir do mar e também o último. É a única nação que começou por ser uma prisão. É o lar do maior ser vivo da Terra, a Grande Barreira de Coral e do mais famoso e surpreendente monólito, Ayer Rock (ou Uluru, para usar o seu nome aborígene). Tem mais coisas capazes de nos matar do que qualquer outro lugar. As 10 cobras mais venenosas do planeta são todas australianas. Cinco das suas criaturas - a aranha de teia-fúnil, a vespa do mar, o polvo de anéis azuis, a carraça paralisante e o peixe-rocha são as mais mortíferas do seu género no mundo... É antiga. Durante 60 milhões de anos, desde a formação da Grande Cordilheira Divisória, a Austrália tem sido tudo menos geologicamente silenciosa, o que lhe permitiu conservar muitas das mais velhas coisas já encontradas na Terra - as rochas e os fósseis mais antigos, as pegadas de animais e os leitos dos rios mais primitivos, os 1ºs sinais ténues da própria vida. Talvez há 45.000 anos, talvez há 60.000 anos, a Austrália foi discretamente invadida por um povo profundamente inescrutável, os aborígenes, que não têm parentesco racial ou linguístico claro com os seus vizinhos da região e cuja presença na Austrália apenas pode ser explicada se se postular que inventaram e dominaram embarcações oceânicas. A 2º invasão começou com a chegada do comandante James Cook e do seu valente navio Endeavour a Botany Bay, em 1770. O continente abundava com estranhas formas de vida. 80% de tudo o que vive na Austrália, vegetal ou animal, não existe em mais lado nenhum. A Austrália é o mais seco, o mais plano, o mais quente, o mais desidratado, o mais infértil e climaticamente agressivo de todos os continentes habitados (só a Antárctida é mais hóstil à vida). Trata-se de um lugar tão inerte que até o solo é, tecnicamente falando, um fóssil. E, contudo, está enxameando de vida em número incalculável. As pessoas são extremamente simpáticas: alegres, extrovertidas, de espírito vivo e infalivelmente prestáveis. As cidades são seguras e asseadas, quase sempre construídas sobre água. Têm uma sociedade próspera, bem orientada e instintivamente igualitária. Os habitantes de Sydney são conhecidos por Sydneysiders. Para os australianos, algo que seja vagamente rural é o 'bush'. Em algum ponto indeterminado o bush transforma-se em 'interior'. Willy-willy é uma coluna rotativa de poeira. Burke & Willis foram de longe os mais famosos exploradores australianos (1860). A Broken Hill Proprietary Ltd, é ainda o mais poderoso colosso industrial da Austrália. A Ópera de Sydney é um ícone, da autoria do arquitecto dinamarquês Jorn Utzon. A construção arrastou-se por quase década e meia e o custo final elevou-se a uns pesados 102 milhões de dólares, 14 vezes o orçamento inicial. Harbour Bridge - consegue-se vê-la de qualquer canto da cidade, estende-se por cerca de 500m e levou quase 10 anos a construir. O canto inferior direito do país cobre talvez 5% da superfície terrestre da nação, mas alberga quase 80% da sua população e quase todas as cidades importantes - Brisbane, Sydney, Melbourne, Camberra e Adelaide. Devido à sua forma encurvada, é chamada Costa Bumerangue. 1849 febre do ouro na Austrália começou com Edward Hargraves. A corrida ao ouro transformou o destino da Austrália. Em menos de uma década, o país recebeu 600.000 novas caras, mais do que duplicando a sua população. Mas o efeito real do ouro consistiu em pôr fim à deportação. No essencial, a corrida ao ouro da década de 50 do séc. XIX marcou o fim da Austrália como campo de concentração e o seu princípio como nação. O motim de Lambing Flat conduziu à adopção do que é conhecido como Política Branca Australiana, que no essencial proibiu a imigração de quaisquer indivíduos não europeus até à década de 70 do séx. XX (mineiros europeus espancaram chineses e incendiaram as suas tendas). Antes das 6 colónias da Austrália se terem federado em 1901, estavam separadas num grau quase absurdo. Cada uma emitia os seus próprios selos, regulava os seus relógios pela sua própria hora e tinha o seu sistema particular de taxas e impostos. Em 1891 as seis colónias encontraram-se em Sydney para discutirem a formação de uma nação digna, a ser conhecida como Commonwealth da Austrália. O Parlamento da Austrália está dividido em duas câmaras, a Câmara dos Representantes e o Senado. Desde 1901 (até 2000) a Austrália apenas teve 24 Primeiros-Ministros.
Nota mental: descobrir quem é a 1ª Ministra da Austrália. Sei que é uma senhora. O que são opalas? Uma pedra preciosa, mas com que características? De que cor? Ah! A lã das ovelhas de que me recordo, chama-se lã de merino. Será verdade que a Austrália só tem 19 milhões de hab? Alguns excerptos das minhas leituras de hoje:
'A Austrália é o 6º maior país do mundo e a sua maior ilha. É a única ilha que é também um continente, e o único continente que é também um país. Foi o 1º continente conquistado a partir do mar e também o último. É a única nação que começou por ser uma prisão. É o lar do maior ser vivo da Terra, a Grande Barreira de Coral e do mais famoso e surpreendente monólito, Ayer Rock (ou Uluru, para usar o seu nome aborígene). Tem mais coisas capazes de nos matar do que qualquer outro lugar. As 10 cobras mais venenosas do planeta são todas australianas. Cinco das suas criaturas - a aranha de teia-fúnil, a vespa do mar, o polvo de anéis azuis, a carraça paralisante e o peixe-rocha são as mais mortíferas do seu género no mundo... É antiga. Durante 60 milhões de anos, desde a formação da Grande Cordilheira Divisória, a Austrália tem sido tudo menos geologicamente silenciosa, o que lhe permitiu conservar muitas das mais velhas coisas já encontradas na Terra - as rochas e os fósseis mais antigos, as pegadas de animais e os leitos dos rios mais primitivos, os 1ºs sinais ténues da própria vida. Talvez há 45.000 anos, talvez há 60.000 anos, a Austrália foi discretamente invadida por um povo profundamente inescrutável, os aborígenes, que não têm parentesco racial ou linguístico claro com os seus vizinhos da região e cuja presença na Austrália apenas pode ser explicada se se postular que inventaram e dominaram embarcações oceânicas. A 2º invasão começou com a chegada do comandante James Cook e do seu valente navio Endeavour a Botany Bay, em 1770. O continente abundava com estranhas formas de vida. 80% de tudo o que vive na Austrália, vegetal ou animal, não existe em mais lado nenhum. A Austrália é o mais seco, o mais plano, o mais quente, o mais desidratado, o mais infértil e climaticamente agressivo de todos os continentes habitados (só a Antárctida é mais hóstil à vida). Trata-se de um lugar tão inerte que até o solo é, tecnicamente falando, um fóssil. E, contudo, está enxameando de vida em número incalculável. As pessoas são extremamente simpáticas: alegres, extrovertidas, de espírito vivo e infalivelmente prestáveis. As cidades são seguras e asseadas, quase sempre construídas sobre água. Têm uma sociedade próspera, bem orientada e instintivamente igualitária. Os habitantes de Sydney são conhecidos por Sydneysiders. Para os australianos, algo que seja vagamente rural é o 'bush'. Em algum ponto indeterminado o bush transforma-se em 'interior'. Willy-willy é uma coluna rotativa de poeira. Burke & Willis foram de longe os mais famosos exploradores australianos (1860). A Broken Hill Proprietary Ltd, é ainda o mais poderoso colosso industrial da Austrália. A Ópera de Sydney é um ícone, da autoria do arquitecto dinamarquês Jorn Utzon. A construção arrastou-se por quase década e meia e o custo final elevou-se a uns pesados 102 milhões de dólares, 14 vezes o orçamento inicial. Harbour Bridge - consegue-se vê-la de qualquer canto da cidade, estende-se por cerca de 500m e levou quase 10 anos a construir. O canto inferior direito do país cobre talvez 5% da superfície terrestre da nação, mas alberga quase 80% da sua população e quase todas as cidades importantes - Brisbane, Sydney, Melbourne, Camberra e Adelaide. Devido à sua forma encurvada, é chamada Costa Bumerangue. 1849 febre do ouro na Austrália começou com Edward Hargraves. A corrida ao ouro transformou o destino da Austrália. Em menos de uma década, o país recebeu 600.000 novas caras, mais do que duplicando a sua população. Mas o efeito real do ouro consistiu em pôr fim à deportação. No essencial, a corrida ao ouro da década de 50 do séc. XIX marcou o fim da Austrália como campo de concentração e o seu princípio como nação. O motim de Lambing Flat conduziu à adopção do que é conhecido como Política Branca Australiana, que no essencial proibiu a imigração de quaisquer indivíduos não europeus até à década de 70 do séx. XX (mineiros europeus espancaram chineses e incendiaram as suas tendas). Antes das 6 colónias da Austrália se terem federado em 1901, estavam separadas num grau quase absurdo. Cada uma emitia os seus próprios selos, regulava os seus relógios pela sua própria hora e tinha o seu sistema particular de taxas e impostos. Em 1891 as seis colónias encontraram-se em Sydney para discutirem a formação de uma nação digna, a ser conhecida como Commonwealth da Austrália. O Parlamento da Austrália está dividido em duas câmaras, a Câmara dos Representantes e o Senado. Desde 1901 (até 2000) a Austrália apenas teve 24 Primeiros-Ministros.
24 Julho 2010 - Casa
Hoje foi o meu primeiro dia de praia deste ano. Praia...bem, na realidade foram só 2,5h logo de manhã. Não convém abusar do sol. Passámos o dia com os meus cunhados, sogra e sobrinha. A Nônô tem dez meses e é uma vassourinha muito engraçada. Entretanto, passar um dia com uma criança é esgotante. Não sobra tempo para fazer nada. Veste, despe, muda fralda, brinca, adormece, dá de comer, segura a birra, dá de beber, corre atrás... é um calvário de atenção completamente absorvente. Qualquer distracção provoca uma reacção violenta. Há mesmo quem goste de ser o centro das atenções. Uma criança, um fiho(a) deve ser muito gratificante, mas é seguramente também uma prisão dourada. Dúvidas... Tenho tantas. Mesmo! Mesmo!
23 Julho 2010 - Casa
Faltam 11 dias para a partida. A viagem está confirmada, paga e quase à porta. Falta ainda tratar dos últimos preparativos: malas, divisas, etc. A viagem decorrerá via Londres e iremos fazendo paragens pelo caminho, aproveitando as escalas dos aviões. Programámos estar duas semanas na Austrália e gastar uma 3ª semana em viagem. De Lisboa via Londres viajaremos para Singapura - que tenho muita curiosidade em conhecer e daí para Melbourne. Começará então o nosso périplo australiano. Duas semanas depois partiremos de Sydney para Kuala Lumpur com paragem de 24h para dar uma vista de olhos e daí para a mítica Hong Kong (onde os meus avós maternos estiveram e que muito deu que falar). Posto isto faremos Londres Lisboa e acabará por agora a epopeia. Acabei de constatar que este diário de viagem tem 120 folhas, será um desafio preenche-las com o relato desta aventura. Felizmente, tenho tido diversas oportunidades de viajar, mas com o correr do tempo as lembranças vão-se esbatendo e nalguns casos mesmo confundindo. Apesar de já ter tentado fazer um trabalho deste género, por uma razão ou outra, sempre o abandoneo e nunca consegui chegar até ao fim. Tenho a certeza de que desta vez será diferente. A distância e o isolamento da viagem são propícios à reflexão, à tomada de consciência do que nos rodeia e do que somos. Tenho expectativa de um percurso fascinante, emocionante, agreste, incómodo e cómodo, urbano e selvagem, cansativo e relaxante, um bálsamo para os olhos e também para a alma.
20 Julho 2010 Casa
Dia louco, quase não consegui pensar na viagem. É estranho como há dias em que não acontece nada no trabalho, parecemos caravelas à espera de uma brisa com as velas caídas e, de repente, levanta-se uma tempestade tropical com vagas de 3m e ventos poderosos. Pelo menos lembrei-me de trazer para casa o percurso da viagem...Foi um progresso!
19 Julho 2010 - Casa
Faltam 15 dias para a partida. Estive a tentar organizar as ideias e fazer uma lista de australianos famosos. Sem grande esforço, lembro-me de actores e músicos:
Paul Hogan, Mel Gibson, Nicole Kidman, Hugh Jackman, Geoffrey Rush, Russel Crowe, Cate Blanchet, Eric Bana, Heath Ledger, Simor Baker, Jess Spencer, Errol Flynn, Portia de Rossi
INXS, Kylie Minogue, ACDC, Man at work
Paul Hogan, Mel Gibson, Nicole Kidman, Hugh Jackman, Geoffrey Rush, Russel Crowe, Cate Blanchet, Eric Bana, Heath Ledger, Simor Baker, Jess Spencer, Errol Flynn, Portia de Rossi
INXS, Kylie Minogue, ACDC, Man at work
18 Julho 2010 - Casa
Hoje é Domingo. Fomos aos Cascaishopping para gastar o cheque-presente que recebi pelos meus anos. Escolhi um livro sobre a História de Portugal, um acessória para a Wii e ainda sobrava um dinheirinho... Fui ver a secção de viagens e os guias. Logo ao lado estava a estante com os Moleskines e afins. Tendo em conta que estamos de partida para uma viagem longa e há muito tempo sonhada e que esta noite voltei a pensar demoradamente na possibilidade de escrever um livro, a decisão foi muito fácil de tomar. Um caderno de viajante, um livro de notas para uma memória da viagem e dos pormenores associados. Quem sabe, o ponto de partida para um projecto mais prazeiroso e ambicioso. Entretanto, pelas minhas contas faltam 16 dias para o início do trajecto que nos levará a outros dois continentes: Ásia e Austrália, ambos pela 1ª vez. Mesmo que eu quisesse, é dífil explicar a origem do meu fascínio pela Austrália, esse vasto continente pouco explorado, cheio de aventuras de pioneiros, terra vermelha, fauna e flora exóticas e tão long, tão longe de casa - nos antípodas. Desde criança sempre quis, sempre me imaginei na Austrália - um pensamento recorrente, uma ideia fixa, díficil de compreender para muitos. Quase um traço de carácter para quem me conhece bem. Ao longo da vida fui descobrindo sem surpresa outros como eu. Afinal the land down under foi fazendo outras vítimas no seu percurso. Apesar de já ter visto muitos documentários, filmes, lido guias e até livros sobre a Austrália, o que retenho mais é uma liberdade feroz povoada pelo espaço livre e vazio, uma imensidão silenciosa, com dingos e cangurus, crocodilos, a terra encarnada sangue, gretada e seca, os aborígenes com corpos morenos com pinturas brancas dançando em volta da fogueira, os rebanhos de ovelhas a perder de vista, cercas de madeiras com cavalos selvagens que verão o seu espírito quebrado pelos fazendeiros, homens de chapéu na cabeça, atléticos, curtidos pelo sol, mas de bem com a vida... Outra imagem central - o grande Uluru - o espírito do povo, ao qual gostaria de subir e que já imortalizei em quadro (com a ajuda indispensável da minha professora de pintura). Há ainda a ópera de Sydney e as praias com tubarões, surfistas em transe em busca da onda perfeita (Ruptura Explosiva). As minhas memórias levam-me aos tempos do Crocodilo Dundee, de umas séries infantis passadas na Austrália. Temos também o Horizonte Longínquo. Mais recentemente, o fabuloso Austrália. E sei lá que mais... um poderoso conjunto de evocações que me atrai de forma irresistível para essa terra sem lei (Ned Kelly) e apaixonante. Finalmente, depois de toda uma vida a falar no assunto, vou passar à prática. Faltam apenas 16 dias para o início desta jornada. Falta tudo e falta nada. E até rima, abençoada.
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